terça-feira, 14 de julho de 2009

Todo adjetivo é julgamento.

O homem tem, indubitavelmente, a necessidade de caracterizar o mundo. O nosso mundo, ou o mundo que conhecemos, nada mais é que uma pintura sobre esboços que não vemos. Mas o vício do homem em evitar as telas em branco é tão exato que ele precisa preenchê-las como qualquer imagem, e a isso damos o nome de preconceito.
Internamente temos um banco de dados em que cada registro visual é apresentado com seus adjetivos. Porém, os adjetivos somos nós que damos, e fazemos isso com critérios diversos. Pois então, novamente, que é o preconceito senão a adoção de critérios despreocupados?
Adotemos a temperança como escudo para nos permitir essas lacunas. Deixemos que o próprio tempo preencha esses campos, e não nos atrasemos por isso. Conheceremos o melhor do melhor no contato, ao passo que o pior também, mas nada será mais verdadeiro do que essa entrega.
O julgamento prévio é sempre (e eu reforço: SEMPRE) injusto.
Reconheçamos nossa ignorância para nos permitir o conhecimento e a verdade.

Rômulo Lacana

Um comentário:

  1. Muitas das vezes para darmos adjetivos, julgamos uma aparência, e uma tela branca provavelmente retem um adjetivo significativo, assim é a nossa vida, o que buscamos para nós mesmos? será que a tela da nossa vida parece ser uma nuvem acizentada? sem cor, sem novidades?
    Eu sempre digo que pra tudo se há um jeito e acredito que, por mais, que nada esteja um mar de satisfação ou tudo azul ou um mar de rosas encadencentes, (risos), há uma possibilidade do artista mudar o visual dessa imagem/paisagem.
    Nada, mas nada é impossível para aquele que crer, nada é impossível para aquele que tenta, nada é impossível para aquele que busca uma nova fase para si, um novo rumo para quebrar fronteiras.

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