segunda-feira, 13 de julho de 2009

E é só ver o tempo passar...

Queria realmente escrever hoje. Isso já foi necessidade fisiológica antes, mas agora parece catapora.
Preciso entender bem o atual brainstorm pra saber qual o sentido correto da frase "faça o que eu digo e não faça o que eu faço". É muito lógico ( e trágico, inevitavelmente ) deixar o tempo tropegar, e esperar que ele faça efeito. Tempo não é remédio; tempo é placebo, e a gente vê fazer efeito quando acha que já tomou o bastante dele. O tempo não é feito para curar, é feito para criar, para mudar; transmutar.
O tempo é simplesmente uma linha frouxa, que teimamos em esticar. Olhamos tão fixamente para frente, esperando encontrar a outra ponta, que mal sabemos que quando encontramos é porque chegamos em novo início, e não vimos o entorno. Poderíamos simplesmente velejar, sem atritar os pés com força no chão, e sem devanear com metas frágeis para um fim decadente.
Não se vive a vida pelo fim. Não evite seguir junto ao tempo. Não evite bambear. Não corra mais do que para ver a próxima cena. Não chore mais do que o necessário para se sentir vivo.
Corramos pra onde quisermos. O tempo é só um. Querer fazer com que ele passe é desejar o coma.
Faço do tempo, a meu tempo, um amigo nos momentos de conselhos chatos. Mas logo estaremos de volta aos dias comuns. Mas, por hora, entendo que passo exatamente por onde esperei, já que assumi o risco. E esse momento não me traumatiza, pelo contrário. O tempo é honesto.
Não é covardia evitar a dor, é só autopreservação. Se o tempo é conosco, façamos o melhor uso então.

Rômulo Lacana

2 comentários:

  1. Assino embaixo!

    O tempo é amigo ou inimigo, depende da sua escolha. E além do mais assistir o tempo passar é o mesmo que parar de viver...

    Temos nosso próprio tempo, como já dizia o outro... e é isso aí!

    Abraços meu jovem!

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  2. Desejo...
    Que este tempo que estamos a viver, possa nos aproximar!

    =D

    *jah virei fã

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