Onde havia, há tempos, juntas
Os espaços se serviram
Carregados da mistura
De inércia e de vazio
Cabe a mim o movimento
De me suspender por mim,
Desdizer o desalento;
De me enxergar, enfim
Olho, agora, um vão aberto
Onde a luz invade a cela
E ilumina meu momento
Devorando a sombra séria
Já que o corpo ainda sente
Suprimo meus arrepios
Me faço sentir a luz
E o sangue correr em rios
Se desfaçam as paredes
P'ra que eu veja as cores cruas
P'ra que me bronzeem a alma
Desbotando as marcas suas
Rômulo Lacana
(29/04/2009)
segunda-feira, 20 de julho de 2009
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Há tempos eu não via por esses blogs uma poesia tão bonita...
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