domingo, 26 de julho de 2009

Atente a si.

Não quero que esse texto pareça obra de fanatismo ou que desrespeite qualquer crença, mas, independentemente do que se acredite, precisamos fazer de nós o melhor possível. Fazer da nossa casa um ambiente de paz e proteção. Evitar qualquer energia negativa e procurar mentalizar o bem; propagar as boas idéias; viver todas as relações de forma sincera; criar o hábito das boas energias. Acreditando ou não, faça o simples teste de tentar transformar um pensamento grosseiro em algo bom. Se for complicado, apenas evite ocupar o seu tempo com esses pensamentos ruins, lembrando de momentos bons, e você verá em pouco tempo que virou uma pessoa mais tranquila. Não é preciso religião alguma para perceber que o tempo que gastamos com esses sentimentos negativos só nos faz aumentá-los. As coisas ruins, físicas ou mentais, degradam o nosso estado de espírito. Faça o quer for preciso pro seu bem, para que ele se propague além. Ouça uma música, escreva, cante, dance. Não importa como, porque se a intenção for se sentir bem, isso vira um fato e só depende de sua vontade.
Sei que há momentos em que nos falta essa vitalidade, mas lamentar ou descrer não ajuda em nada. Aprenda a se ouvir e entender o que precisa pra melhorar.
Frente a qualquer sentimento deve haver a razão. Sempre nos perdemos quando invertemos essa ordem. Atente a isso.

Rômulo Lacana

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Você tem tempo para se ler?

Nesses dias frios, em que geralmente fico só em casa, é forçoso pensar além deste cômodo. Acabo remontando alguns momentos de relevância em minha vida, perdendo algum tempo nesses flashbacks. Como quando assistimos pela segunda vez a filmes como “O Sexto Sentido” ou “Vanilla Sky”, e, já sabendo do final, apenas nos preocupamos em verificar se as cenas foram coerentes; se o desenrolar não teve falhas no texto e/ou na interpretação; se o final valeu pelo tempo dedicado ao filme; e, principalmente, se entendemos a personalidade da personagem principal.
Ainda consigo lembrar de frases inteiras, e até mesmo o tom que apliquei, e me colocando como ouvinte, de forma póstuma, vejo e admiro a paciência das pessoas que viveram momentos juntos de mim. Também vejo com certa reprovação o quanto me desfiz de mim por outras que simplesmente colidiram e se desfizeram.
Em princípio, não vi muita função para esses retornos. Não fosse a repetição que comecei a identificar, continuaria como mero espectador saudosista. Comecei a me ver cometendo os mesmos erros pelo simples fato de não ter me criticado; por não me dar o trabalho de pensar um pouco antes de agir; por não aceitar críticas que agora julgo honestas; de não ter apurado o instinto. Mas agora vejo a importância disso tudo; desses minutos concentrado olhando para o teto enquanto ouvia algum rock alternativo (a propósito, o CD Blackfield, da banda homônima, tem se saído muito bem nessa ambientação). Penso que essa prática, ainda que pareça tender à nostalgia, na verdade é o gatilho que retempera o espírito. É a prova de que sempre é tempo de rever conceitos e mudar atitudes. Não pretendo ser detalhista em meus momentos, quando muito queria deixar claro que o tempo passado só é tempo perdido para os que não o têm como conselheiro. É muito mais fácil enxergar uma cena de um ângulo distanciado, mudando o foco do “eu” para “ele”. Não se prive de melhorar, nem se isente de erros. Como diria meu amigo Rafael: “repetir para não repetir”, e minha amiga Walnete: "se você fizer na vida o que sempre fez vai continuar recebendo o que sempre recebeu"

Rômulo Lacana

Ainda em tempo...

Onde havia, há tempos, juntas
Os espaços se serviram
Carregados da mistura
De inércia e de vazio

Cabe a mim o movimento
De me suspender por mim,
Desdizer o desalento;
De me enxergar, enfim

Olho, agora, um vão aberto
Onde a luz invade a cela
E ilumina meu momento
Devorando a sombra séria

Já que o corpo ainda sente
Suprimo meus arrepios
Me faço sentir a luz
E o sangue correr em rios

Se desfaçam as paredes
P'ra que eu veja as cores cruas
P'ra que me bronzeem a alma
Desbotando as marcas suas

Rômulo Lacana
(29/04/2009)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Todo adjetivo é julgamento.

O homem tem, indubitavelmente, a necessidade de caracterizar o mundo. O nosso mundo, ou o mundo que conhecemos, nada mais é que uma pintura sobre esboços que não vemos. Mas o vício do homem em evitar as telas em branco é tão exato que ele precisa preenchê-las como qualquer imagem, e a isso damos o nome de preconceito.
Internamente temos um banco de dados em que cada registro visual é apresentado com seus adjetivos. Porém, os adjetivos somos nós que damos, e fazemos isso com critérios diversos. Pois então, novamente, que é o preconceito senão a adoção de critérios despreocupados?
Adotemos a temperança como escudo para nos permitir essas lacunas. Deixemos que o próprio tempo preencha esses campos, e não nos atrasemos por isso. Conheceremos o melhor do melhor no contato, ao passo que o pior também, mas nada será mais verdadeiro do que essa entrega.
O julgamento prévio é sempre (e eu reforço: SEMPRE) injusto.
Reconheçamos nossa ignorância para nos permitir o conhecimento e a verdade.

Rômulo Lacana

segunda-feira, 13 de julho de 2009

E é só ver o tempo passar...

Queria realmente escrever hoje. Isso já foi necessidade fisiológica antes, mas agora parece catapora.
Preciso entender bem o atual brainstorm pra saber qual o sentido correto da frase "faça o que eu digo e não faça o que eu faço". É muito lógico ( e trágico, inevitavelmente ) deixar o tempo tropegar, e esperar que ele faça efeito. Tempo não é remédio; tempo é placebo, e a gente vê fazer efeito quando acha que já tomou o bastante dele. O tempo não é feito para curar, é feito para criar, para mudar; transmutar.
O tempo é simplesmente uma linha frouxa, que teimamos em esticar. Olhamos tão fixamente para frente, esperando encontrar a outra ponta, que mal sabemos que quando encontramos é porque chegamos em novo início, e não vimos o entorno. Poderíamos simplesmente velejar, sem atritar os pés com força no chão, e sem devanear com metas frágeis para um fim decadente.
Não se vive a vida pelo fim. Não evite seguir junto ao tempo. Não evite bambear. Não corra mais do que para ver a próxima cena. Não chore mais do que o necessário para se sentir vivo.
Corramos pra onde quisermos. O tempo é só um. Querer fazer com que ele passe é desejar o coma.
Faço do tempo, a meu tempo, um amigo nos momentos de conselhos chatos. Mas logo estaremos de volta aos dias comuns. Mas, por hora, entendo que passo exatamente por onde esperei, já que assumi o risco. E esse momento não me traumatiza, pelo contrário. O tempo é honesto.
Não é covardia evitar a dor, é só autopreservação. Se o tempo é conosco, façamos o melhor uso então.

Rômulo Lacana