quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Esse é meu primo! Meu primo FODA!

Texto copiado do Orkut de meu primo Pablo. Vale muito ler!

"Viva! A toda mudança promovida pelo tempo.

Agradeço todos os dias à qualquer que seja a energia cósmica regente deste universo pelo perfeito giro do relógio da vida, que sabiamente particiona meu tempo em descanso, aprendizado, sofrimento e gôzo, fazendo que em cada um desses quartos barrocos, incertamente alternados, eu me transforme cada vez mais em uma forma de vida melhor.

Tenho Prazer (e um certo orgulho) de contar minha história maculada pela profunda treva da morte, banhada por poucas, porém, dolorosas lágrimas, para que hoje despontasse no apogeu do sol, destruidor de toda mágoa oriunda daqueles de línguas afiadas e corações venenosos que insistem em permear minha pele com suas investidas inúteis, tentando me tirar do equilíbrio, que outrora era frágil, agora é tenaz.

Sei que existem aqueles que dizem: “Ele fala pouco, pois nada deve ter para contar”. FATO! Nada tenho para contar àqueles que não saberão entender o que quero dizer. Prefiro poupar minhas idéias para os amigos, minha voz para cantar à libertação da minha alma (enquanto pensam que falo sozinho, canto baixinho, minhas canções favoritas) e meus sonhos para mim mesmo, pois se contá-los a todos, não restará energia neles para q se concluam.

Além do mais, prefiro ser ouvinte, para captar melhor as idéias ao meu redor. NÃO! Não me julguem como fofoqueiro, seus segredos sempre estarão bem guardados. Me refiro a ser ouvinte para captar verbalizações interessantes, assobios melodiosos e escárnios ocultos, afinal, cresci sendo alvo de zombarias, portanto aprendi a identificá-las e anulá-las de tal forma que consigo ouvi-las e manter o sorriso estampado em minha face. Obrigado aos tolos que só tentaram me diminuir. Só me fizeram mais forte.

Existem também os que proclamam: “O Pablito pode fazer o que bem entende, não tem ninguém pra controlar ele. Eu aproveitaria melhor”. Mais uma vez, FATO! Tenho controle próprio, sem precisar de maiores satisfações. E por quê não curto mais!?
Na minha opinião curto o suficiente, mas aos poucos, para não exagerar. Sou adepto da seguinte frase: “A vida é curta demais para perdermos tempo, contudo, é grande demais para vivermos arrependidos por nada termos construído”.

O tempo me fez assim.
Que bom.

Agradecimentos: Fabrício Aguiar, pela amizade e por me informar alguns (talvez não todos) erros ortográficos."

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Trigger

O ser humano deseja coisas.
O ser humano precisa desejar coisas, quaisquer que sejam, para saciar uma necessidade intrinseca do homem.
Sempre que viramos uma página abrimos instantaneamente outra. Não é um mal do ser, mas um bem, desde que saibamos bem o que queremos, e tracemos um caminho com hombridade.
O tempo costuma subverter os homens de vontade fraca, fazendo com que aceitem que o tempo que lhes resta já é curto para qualquer objetivo maior, e então se acostumem com uma vida medíocre que parece esperar que esse "resto de tempo" passe.
Esqueçam que o tempo está correndo. O tempo é um, mas não é o mesmo para todos. Não tentem criar analogias e comparações infundadas; não apostem no azarão. Sigam e tentem o que quiserem, respeitando o próximo, sem se preocupar se haverá tempo hábil.
Não parece justo desejar algo e simplesmente colocá-lo num pedestal do quarto intitulado "coisas que não terei". Ao menos tentem, e verão as coisas coisas mais coloridas, porque a vida deixa de ser uma espera para ser tornar uma busca constante, onde você define as variáveis.

A vida corre sobre uma linha férrea, e a ela damos o nome de tempo. Esteja no trem, simplesmente, e confie em quem colocou os trilhos (DEUS).

Muita paz a todos.

Rômulo Lacana

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Sobre coração aberto


Uma das melhores pessoas que conheci desencarnou recentemente...

... e isso me fez pensar em uma coisa: o mundo está cheio de pessoas excepcionais, e a gente só precisa se dar a chance de conhecê-las.
Talvez não pareça grande coisa o que eu escrevi, mas tenho sido feliz com essa filosofia.
Eu simplesmente faço questão conhecer pessoas, não para fazer quantidade, mas para "conhecer" realmente. Já tive conversas ótimas com pessoas que em uma primera vista julguei da pior forma, e uma dessas pessoas, a qual reavaliei, se tornou extremamente querida, só porque tive paciência comigo e esqueci essa tal primeira avaliação.
Sejamos francos que é muito mais provável que a primeira impressão que fazemos dos outros esteja errada, até porque ninguém tem bola de cristal. Da mesma forma pensa o dicionário quando diz, sobre a palavra impressão, "noção ou opinião vaga, sem grande fundamento; palpite"
A idéia aqui é simples, e só me entristece a forma com que as pessoas complicam essa tarefa, julgando a aproximação alheia, e se contentando com aquela primeira avaliação do tipo "não fui com a cara dele..." ou "o que que ele está querendo?".
Não acho que eu seja o único assim, e justamente por isso eu continuo fazendo amigos. Quando conheço uma pessoa e sinto alguma simpatia, eu tento me aproximar SEMPRE. Como eu disse, já fui muito feliz com isso, embora em alguns casos tenha sido mal interpretado.
Acho que haveria mais confiança nos dias que virão se houvesse também mais fé nas pessoas e paciência para conhecê-las.
Evitem julgar porque, às vezes, um dos seus melhores amigos será aquele que você virou as contas em um primeiro momento (e isso já aconteceu comigo não uma nem duas vezes).
A pessoa excepcional que mencionei no início era o pai de dois dos meus melhores amigos, o qual pude de fato "conhecer", mesmo com pouco tempo. TIVE SORTE DE AINDA HAVER TEMPO.


Há muitas possibilidades para a fecilidade e uma das mais baratas é a amizade.

Muita paz a todos!

Rômulo Lacana

domingo, 26 de julho de 2009

Atente a si.

Não quero que esse texto pareça obra de fanatismo ou que desrespeite qualquer crença, mas, independentemente do que se acredite, precisamos fazer de nós o melhor possível. Fazer da nossa casa um ambiente de paz e proteção. Evitar qualquer energia negativa e procurar mentalizar o bem; propagar as boas idéias; viver todas as relações de forma sincera; criar o hábito das boas energias. Acreditando ou não, faça o simples teste de tentar transformar um pensamento grosseiro em algo bom. Se for complicado, apenas evite ocupar o seu tempo com esses pensamentos ruins, lembrando de momentos bons, e você verá em pouco tempo que virou uma pessoa mais tranquila. Não é preciso religião alguma para perceber que o tempo que gastamos com esses sentimentos negativos só nos faz aumentá-los. As coisas ruins, físicas ou mentais, degradam o nosso estado de espírito. Faça o quer for preciso pro seu bem, para que ele se propague além. Ouça uma música, escreva, cante, dance. Não importa como, porque se a intenção for se sentir bem, isso vira um fato e só depende de sua vontade.
Sei que há momentos em que nos falta essa vitalidade, mas lamentar ou descrer não ajuda em nada. Aprenda a se ouvir e entender o que precisa pra melhorar.
Frente a qualquer sentimento deve haver a razão. Sempre nos perdemos quando invertemos essa ordem. Atente a isso.

Rômulo Lacana

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Você tem tempo para se ler?

Nesses dias frios, em que geralmente fico só em casa, é forçoso pensar além deste cômodo. Acabo remontando alguns momentos de relevância em minha vida, perdendo algum tempo nesses flashbacks. Como quando assistimos pela segunda vez a filmes como “O Sexto Sentido” ou “Vanilla Sky”, e, já sabendo do final, apenas nos preocupamos em verificar se as cenas foram coerentes; se o desenrolar não teve falhas no texto e/ou na interpretação; se o final valeu pelo tempo dedicado ao filme; e, principalmente, se entendemos a personalidade da personagem principal.
Ainda consigo lembrar de frases inteiras, e até mesmo o tom que apliquei, e me colocando como ouvinte, de forma póstuma, vejo e admiro a paciência das pessoas que viveram momentos juntos de mim. Também vejo com certa reprovação o quanto me desfiz de mim por outras que simplesmente colidiram e se desfizeram.
Em princípio, não vi muita função para esses retornos. Não fosse a repetição que comecei a identificar, continuaria como mero espectador saudosista. Comecei a me ver cometendo os mesmos erros pelo simples fato de não ter me criticado; por não me dar o trabalho de pensar um pouco antes de agir; por não aceitar críticas que agora julgo honestas; de não ter apurado o instinto. Mas agora vejo a importância disso tudo; desses minutos concentrado olhando para o teto enquanto ouvia algum rock alternativo (a propósito, o CD Blackfield, da banda homônima, tem se saído muito bem nessa ambientação). Penso que essa prática, ainda que pareça tender à nostalgia, na verdade é o gatilho que retempera o espírito. É a prova de que sempre é tempo de rever conceitos e mudar atitudes. Não pretendo ser detalhista em meus momentos, quando muito queria deixar claro que o tempo passado só é tempo perdido para os que não o têm como conselheiro. É muito mais fácil enxergar uma cena de um ângulo distanciado, mudando o foco do “eu” para “ele”. Não se prive de melhorar, nem se isente de erros. Como diria meu amigo Rafael: “repetir para não repetir”, e minha amiga Walnete: "se você fizer na vida o que sempre fez vai continuar recebendo o que sempre recebeu"

Rômulo Lacana

Ainda em tempo...

Onde havia, há tempos, juntas
Os espaços se serviram
Carregados da mistura
De inércia e de vazio

Cabe a mim o movimento
De me suspender por mim,
Desdizer o desalento;
De me enxergar, enfim

Olho, agora, um vão aberto
Onde a luz invade a cela
E ilumina meu momento
Devorando a sombra séria

Já que o corpo ainda sente
Suprimo meus arrepios
Me faço sentir a luz
E o sangue correr em rios

Se desfaçam as paredes
P'ra que eu veja as cores cruas
P'ra que me bronzeem a alma
Desbotando as marcas suas

Rômulo Lacana
(29/04/2009)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Todo adjetivo é julgamento.

O homem tem, indubitavelmente, a necessidade de caracterizar o mundo. O nosso mundo, ou o mundo que conhecemos, nada mais é que uma pintura sobre esboços que não vemos. Mas o vício do homem em evitar as telas em branco é tão exato que ele precisa preenchê-las como qualquer imagem, e a isso damos o nome de preconceito.
Internamente temos um banco de dados em que cada registro visual é apresentado com seus adjetivos. Porém, os adjetivos somos nós que damos, e fazemos isso com critérios diversos. Pois então, novamente, que é o preconceito senão a adoção de critérios despreocupados?
Adotemos a temperança como escudo para nos permitir essas lacunas. Deixemos que o próprio tempo preencha esses campos, e não nos atrasemos por isso. Conheceremos o melhor do melhor no contato, ao passo que o pior também, mas nada será mais verdadeiro do que essa entrega.
O julgamento prévio é sempre (e eu reforço: SEMPRE) injusto.
Reconheçamos nossa ignorância para nos permitir o conhecimento e a verdade.

Rômulo Lacana